Operações financeiras

Conheça as mulheres que ganharam um Nobel de Economia

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


No decorrer da história, mulheres têm contribuído significativamente para o desenvolvimento da teoria, pesquisa e implementação de políticas econômicas que causam impactos de grande transformação social. No entanto, o campo da economia tem sido historicamente dominado por homens, e a representação feminina tem aumentado lenta e gradualmente ao longo do tempo.

Embora ainda não tenham sido reconhecidas individualmente com o Prêmio Nobel de Economia, o mais importante na homenagem a personalidades que tenham se destacado com trabalhos inovadores, diversas economistas com projetos ímpares têm influenciado positivamente a área. 

Conheça três mulheres que já receberam a láurea.

Elinor Ostrom

Em 2009, a norte-americana Elinor Ostrom e o norte-americano Oliver Williamson foram premiados com o Nobel de Economia. Com o reconhecimento, Ostrom se tornou, aos 76 anos, a primeira mulher a receber o prêmio de Economia desde sua instituição, em 1968.

A pesquisa de Ostrom se concentrou principalmente nas interações entre a sociedade civil e as instituições, e como pesquisadora do programa de ciências cognitivas da Universidade de Indiana (EUA), ela desenhava modelos para explicar a dinâmica das escolhas coletivas em diversas esferas da sociedade.

O prêmio, de 10 milhões de coroas suecas, equivalente a US$ 1,4 milhão na época, foi concedido a Ostrom por seu trabalho na demonstração de como propriedades em comum podem ser utilizadas por associações de usuários. Já Williamson foi laureado por sua teoria sobre resolução de conflitos entre corporações.

Entre os livros mais conhecidos de Elinor Ostrom estão: “Governando o bem comum: A Evolução das Instituições para a Ação Coletiva”, “Incentivos Institucionais e Desenvolvimento Sustentável: Políticas de Infraestrutura em Perspectiva”, em tradução livre, entre outros.

Esther Duflo

A economista Esther Duflo, pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), recebeu em 2019 a láurea juntamente com seu marido Abhijit Banerjee, também da instituição, e com o Michael Kremer, da Universidade Harvard, dez anos após a premiação de Ostrom.

Além de ser a segunda mulher laureada na história do Nobel de Economia, Duflo, aos 46 anos, assumiu a marca de mais jovem economista a receber a honraria. Ela foi reconhecida por seu trabalho inovador sobre governança econômica, especialmente em relação aos recursos comuns. Seu trabalho desafiou a visão convencional de que a propriedade privada é a única maneira eficaz de gerenciar recursos.

Ao ir a campo e testar hipóteses, os três economistas trouxeram evidência de que mais livros didáticos nos currículos e refeições gratuitas em escolas têm efeitos pequenos sobre a aprendizagem. Muito mais eficaz, segundo as conclusões do estudo, são ações desenhadas especificamente para ajudar os alunos com maiores dificuldades.

Claudia Goldin

O prêmio Nobel de Economia de 2023 foi dado à americana Claudia Goldin, de 77 anos, por suas pesquisas sobre mulheres no mercado de trabalho. Nascida em 1946 em Nova York, Goldin é doutora pela Universidade de Chicago e professora na Universidade Harvard, sendo a primeira a ser titular do departamento de Economia na instituição.

Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, as mulheres estão amplamente sub-representadas no mercado de trabalho global e, quando trabalham, ganham menos que os homens. Dentro desse contexto, o estudo desenvolvido pela cientista coletou mais de 200 anos de dados dos EUA, permitindo-lhe demonstrar como e por que as diferenças de gênero nos ganhos e taxas de emprego mudaram ao longo do tempo.

A economista também mostrou que a participação feminina no mercado profissional não teve uma tendência crescente ao longo da história, mas forma uma curva em forma de U. De acordo com ela, a participação das mulheres casadas diminuiu com a transição de uma sociedade agrária para uma sociedade industrial no início do século 19, mas depois começou a aumentar com o crescimento do setor de serviços no início do século 20.

Para saber mais, em seu livro “Understanding the Gender Gap: An Economic History of American Women” (“Entendendo a Disparidade de Gênero: Uma História Econômica das Mulheres Norte-Americanas”, em português), publicado em 1991, Claudia realiza uma observação extremamente influente das raízes da desigualdade salarial.

Saiba mais sobre a história do Prêmio

Concedido desde 1901, o prêmio Nobel foi criado a partir da fortuna deixada por Alfred Nobel, químico e inventor sueco que criou a dinamite. Inicialmente, eram cinco categorias: paz, literatura, química, física e medicina. A de economia foi lançada depois, em 1969, e, até a edição do ano passado, havia premiado 92 pessoas.

O prêmio em dinheiro, além de uma medalha de ouro e um diploma, são entregues aos vencedores pelo rei da Suécia no dia 10 de dezembro – aniversário da morte de Alfred Nobel, em 1896.

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