Operações financeiras

Ações ou operações estruturadas: qual o melhor caminho para o investidor iniciante?

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


O mercado de capitais brasileiro tem passado por uma transformação. O avanço das iniciativas educacionais voltadas para investidores trouxe temas mais complexos para o dia a dia dos investidores, inclusive para aqueles que ainda são iniciantes. 

Nesse contexto, as operações estruturadas ganharam relevância, especialmente com o uso de derivativos, oferecendo possibilidades que vão além das ações tradicionais. 

Mas o que são essas operações estruturadas? E como um investidor iniciante pode se beneficiar delas de forma segura?

O que são operações estruturadas?

Operações estruturadas são combinações de diferentes ativos financeiros, como ações, derivativos (opções, futuros e swaps), títulos de renda fixa (CDBs, debêntures, LCIs e títulos públicos), fundos de investimento e moedas estrangeiras, que buscam criar estratégias personalizadas para atender objetivos específicos de investimento.

Essas estratégias podem variar de acordo com o perfil de risco do investidor e suas expectativas em relação ao mercado.

Um exemplo comum é o uso de opções, um tipo de derivativo que permite ao investidor especular sobre a alta ou queda de um ativo, protegendo sua carteira contra oscilações adversas. Ao combinar diferentes opções e ativos subjacentes, é possível montar estruturas que potencializam ganhos em determinados cenários ou minimizam perdas em outros.

Por que as operações estruturadas estão (ou deveriam estar) no radar de investidores iniciantes?

Nos últimos anos, esse tipo de operação deixou de ser exclusivo de grandes investidores ou especialistas. A popularização se deu, em parte, pela maior oferta de educação financeira e pela democratização de plataformas de investimento, que hoje disponibilizam ferramentas acessíveis para simular e aplicar estratégias estruturadas.

Além disso, as operações estruturadas oferecem uma forma interessante de diversificar investimentos e obter retornos potencialmente mais altos em mercados incertos. No entanto, para o iniciante, é fundamental entender os riscos envolvidos e começar de forma simples, com o suporte de especialistas.

Leia também: Guia para iniciantes: Descubra como começar a investir 

Como funcionam as operações estruturadas na prática?

Essas operações funcionam por meio da combinação de produtos como:

  • Derivativos: contratos financeiros cujo valor deriva de ativos subjacentes, como ações ou moedas.
  • Renda fixa: utilizada para trazer estabilidade ao portfólio.
  • Ações: servem como base para muitas estruturas, proporcionando exposição ao mercado.

Por exemplo, um investidor pode montar uma operação chamada “trava de alta”, que combina compra e venda de opções de compra (também chamada de calls) para lucrar com a valorização limitada de uma ação. Nesse caso, o risco é controlado, pois o investidor sabe o máximo que pode ganhar ou perder.

Benefícios e riscos das operações estruturadas

Como qualquer estratégia de investimento, as operações estruturadas têm vantagens e desvantagens:

Benefícios

  • Personalização: estratégias adaptáveis a diferentes perfis e objetivos.
  • Potencial de ganhos elevados: aproveitamento de cenários de alta, baixa ou lateralidade do mercado.
  • Gestão de riscos: algumas estruturas são desenhadas para limitar perdas.

Riscos

  • Complexidade: requer conhecimento técnico, dificultando a compreensão para iniciantes.
  • Exposição ao mercado: o investidor ainda está sujeito às flutuações de mercado.
  • Custos adicionais: taxas e custos operacionais podem ser altos, dependendo da corretora e do produto.

Dicas para iniciantes 

Educação é o primeiro passo: antes de começar, é essencial estudar o básico sobre derivativos, ações e estratégias de hedge. Além disso, vale a pena simular os investimentos antes de aplicar quantias. Muitas plataformas de investimento oferecem simuladores que permitem entender o funcionamento das operações estruturadas sem arriscar dinheiro real.

Outras dicas valiosas para quem está começando: defina um objetivo claro, afinal nem todas as operações estruturadas são ideais para todos os perfis de investidores. Entenda seu apetite ao risco, prazo de investimento e metas financeiras, e, principalmente, comece investindo aos poucos – utilize uma pequena parte do seu capital para testar as operações e entender o impacto no seu portfólio.

Quais alternativas podem ser combinadas?

Para quem está começando, existem algumas alternativas simples e seguras que podem ajudar a explorar o universo das operações estruturadas. Uma delas é o COE (Certificado de Operações Estruturadas), que combina renda fixa e derivativos e permite o investimento em mercados globais com a segurança de proteger grande parte do capital inicial. Outra opção interessante são as operações de hedge, que funcionam como uma espécie de escudo contra grandes perdas em momentos de incertezas do mercado. 

Leia mais:

Investir no exterior: como escolher as melhores opções? 

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Fonte: Valor Econômico | Banco do Brasil

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