Dicas para quem deseja morar fora do Brasil ou diversificar o patrimônio
Alguns destinos valem mais do que uma breve visita de férias: também oferecem valiosas oportunidades para estrangeiros comprarem uma casa, seja para fixar moradia ou investir. No estado da Flórida, nos Estados Unidos, por exemplo, esse mercado está aquecido – o maior grupo comprador de imóveis na região que compreende Orlando, Kissimmee e Sanford, inclusive, é justamente o de brasileiros. Se você também quer dar esse passo, reunimos neste post o que você precisa saber para comprar uma casa no exterior.
1. Como escolher o país
Você está pensando em investir em uma casa que possa ser alugada por temporada? Ou deseja mudar-se de vez para aposentadoria? As respostas a essas perguntas podem afetar a escolha de onde comprar e o tipo de imóvel que deve procurar. Tenha em mente que o setor imobiliário é um investimento de longo prazo e, independentemente de suas intenções, é necessário ter uma estratégia definida.
Caso o martelo já esteja batido, hora de considerar o destino para restringir a pesquisa. Leve em conta algumas potenciais barreiras para a adaptação, como visto e idioma. Veja alguns exemplos:
Argentina, Paraguai e Uruguai: os países que integram o Mercosul oferecem facilidades aos brasileiros para tirarem vistos de trabalho e residência.
Estados Unidos: é impossível fazer a compra de um imóvel sem a participação de um corretor. A presença do comprador não é requerida se o pagamento da propriedade for feito à vista – os documentos podem ser assinados na Embaixada ou Consulados Americanos e enviados por Correios. Já para financiamentos, a maioria dos bancos exige a presença do comprador e seu cônjuge (para mais detalhes, leia também: “Casa de férias nos Estados Unidos é possível“).
Portugal: se optar por um imóvel com mais de 30 anos e que tenha o valor acima de 350 mil euros em áreas permitidas (a casa não pode estar situada no litoral, Lisboa ou Porto), é possível ter direito à Autorização de Residência Especial para Investimento (ARI). Esse documento é também conhecido como Visto Gold. Com ele, você pode circular livremente por todos os países do Tratado de Schengen.
2. Encontre um agente que entenda o mercado local
Depois de definir o país de destino, encontre um parceiro experiente para intermediar o processo por você. É bom saber que:
- Algumas imobiliárias no exterior têm parcerias com escritórios regionais do CRECI no Brasil;
- Você também pode buscar diretamente no exterior corretores imobiliários especializados em atender clientes brasileiros;
- É possível contratar uma assistência jurídica brasileira para facilitar o caminho.
3. Como enviar dinheiro para pagar o imóvel no exterior
Após a escolha do imóvel, seja para o pagamento à vista ou a prazo, será necessário enviar os recursos para uma conta em seu nome aberta no exterior, por meio de uma transferência internacional.
Esse tipo de investimento, de acordo com o Banco Central, caracteriza uma Disponibilidade no Exterior, com IOF (Imposto sob Operações Financeiras) de 1,1% e isento de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte).
É importante ressaltar que, no último dia do ano, os brasileiros com imóveis no exterior no valor igual ou superior a USD 100 mil devem realizar a Declaração Anual de Capitais Brasileiros no Exterior.
Para endereçar as questões financeiras, a melhor opção é recorrer a um especialista em câmbio. O Travelex Bank conta com um time preparado para oferecer as melhores soluções para esse tipo de transação.
Fontes: Nacionalidade Portuguesa e Exame.