Operações financeiras

Conheça termos econômicos e financeiros

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


Você já se sentiu perdido ao ouvir termos como inflação, hedge ou reserva cambial? Entender “economês” pode parecer como decifrar um código  e complexo de início, mas assim como qualquer idioma, é possível aprendê-lo e usá-lo para começar ou impulsionar sua carteira de investimentos.

Se você é um empreendedor iniciante, um profissional ou simplesmente alguém curioso, o guia abaixo pode te ajudar a entender melhor os termos utilizados no dia a dia do setor.

Câmbio fixo

Câmbio fixo é um regime cambial no qual o valor de uma moeda é atrelado a outra moeda mais estável, como o dólar americano ou o euro. Nesse sistema, o governo ou o banco central do país se compromete a manter a taxa de câmbio em um determinado valor, utilizando suas reservas cambiais para comprar ou vender moeda estrangeira, conforme necessário. 

Esse regime oferece maior estabilidade, mas pode ser difícil de manter, especialmente em tempos de crise econômica.

No Brasil, o regime cambial adotado desde 1999 é o câmbio flutuante, mas nem sempre foi assim. Nos primeiros anos do Plano Real, o País operava sob o regime de câmbio fixo, onde o valor da moeda nacional era atrelado a uma moeda estrangeira, no caso, o dólar.  

Câmbio flutuante

Esse sistema funcionou bem até o final da década de 1990, quando o Brasil enfrentou uma grave crise cambial. Com as reservas internacionais em dólar esvaziadas, o País não tinha mais recursos para manter o valor da moeda dentro da banda estabelecida. Em janeiro de 1999, o Banco Central anunciou que deixaria de intervir diretamente no mercado, permitindo que a taxa de câmbio fosse determinada pelas forças de oferta e demanda. Esse foi o início do regime de câmbio flutuante no Brasil.

O câmbio flutuante é um regime cambial em que o valor da moeda é determinado pelo mercado, ou seja, pela oferta e demanda de divisas. Diferente do câmbio fixo, o governo ou banco central não interfere diretamente na taxa de câmbio, embora possa tomar medidas para influenciar a moeda de forma indireta. Esse sistema permite maior flexibilidade, porém, pode resultar em volatilidade, especialmente em economias mais vulneráveis a crises externas.

Leia mais: Câmbio flutuante e câmbio fixo: qual a diferença entre eles? 

Criptomoeda

Criptomoedas são moedas digitais descentralizadas que utilizam a tecnologia blockchain para garantir transações seguras, transparentes e imutáveis. Ao contrário das moedas tradicionais (fiduciárias), como o dólar ou o real, criptomoedas não são controladas por governos ou bancos centrais. Exemplos conhecidos incluem o Bitcoin, Ethereum e Ripple. 

Elas podem ser usadas para realizar pagamentos, investimentos ou armazenar valor. A volatilidade e a falta de regulamentação formal são características marcantes das criptomoedas, o que as torna atrativas para investidores de alto risco, mas também suscita preocupações em relação à sua segurança e legalidade em diferentes países.

Leia mais: 

Bitcoin: 6 perguntas para compreender tudo sobre a criptomoeda. 

O que é o halving do Bitcoin e como ele impede a inflação da moeda digital 

Déficit

O déficit ocorre quando as despesas de um governo ou empresa excedem suas receitas. No contexto econômico, pode se referir ao déficit fiscal (quando os gastos do governo superam a arrecadação de impostos) ou ao déficit em conta corrente (quando um país importa mais bens e serviços do que exporta). 

Um déficit elevado, sem medidas compensatórias, pode levar a um aumento da dívida pública ou a uma deterioração das contas externas.

Deflação

A deflação é a queda generalizada e sustentada dos preços de bens e serviços em uma economia. Embora possa parecer benéfica para os consumidores à primeira vista, a deflação pode ser um sinal de fraqueza econômica, pois muitas vezes está associada à redução da demanda, aumento do desemprego e queda da produção. A deflação prolongada pode levar a uma recessão.

Inflação

Inflação é o aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços em uma economia ao longo do tempo. Uma inflação moderada é natural em economias saudáveis, mas quando descontrolada, pode corroer o poder de compra da moeda e causar incertezas no mercado. 

Ela é frequentemente medida por índices como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no Brasil.

Leia mais:

Como o IPCA influencia a rentabilidade dos investimentos 

Fuja da inflação: as criptomoedas podem servir como um porto seguro

Paridade do Poder de Compra (PPC)

A Paridade do Poder de Compra (PPC) é um conceito utilizado para comparar o poder de compra de diferentes moedas, ajustando as taxas de câmbio para refletir o custo de uma cesta de bens idêntica em diferentes países. 

O PPC é uma medida importante para analisar a verdadeira capacidade de consumo das populações em economias diferentes e para comparar níveis de vida ao redor do mundo.

PIB (Produto Interno Bruto)

O PIB, ou Produto Interno Bruto, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país durante um determinado período. Ele é utilizado como uma medida ampla da atividade econômica de um país e como um indicador de seu nível de desenvolvimento. Um crescimento positivo do PIB indica expansão econômica, enquanto um PIB negativo pode sinalizar recessão.

Leia mais: PIB: o que significa na prática

Reserva cambial

Reservas cambiais são ativos em moeda estrangeira mantidos por um país, geralmente sob a custódia de seu banco central. Essas reservas incluem dólares americanos, euros e outras moedas fortes, bem como ativos líquidos, como títulos do governo estrangeiro. As reservas são usadas para estabilizar a moeda nacional, realizar pagamentos internacionais e intervir no mercado de câmbio quando necessário.

Leia mais: Por que o Banco Central intervém no mercado de câmbio?

Spread cambial

O spread cambial é a diferença entre o preço de compra e o preço de venda de uma moeda estrangeira em uma transação. Essa diferença reflete o lucro que os bancos ou corretoras obtêm ao intermediar operações de câmbio. 

O spread é influenciado por diversos fatores, como a liquidez do mercado, a volatilidade da moeda e o risco percebido da operação. Quanto menor o spread, mais vantajosa é a operação para o consumidor.

Superávit

O superávit ocorre quando as receitas de um governo ou empresa excedem suas despesas. No contexto econômico, pode se referir ao superávit fiscal (quando a arrecadação de impostos supera os gastos do governo) ou ao superávit comercial (quando um país exporta mais bens e serviços do que importa). Superávits podem ser usados para pagar dívidas ou aumentar as reservas financeiras de um país.

Taxa de câmbio

A taxa de câmbio é o preço de uma moeda em termos de outra. Ela pode ser determinada de maneira flutuante, conforme as forças de oferta e demanda no mercado de câmbio, ou ser fixada por um governo ou banco central, no caso de regimes de câmbio fixo. A taxa de câmbio influencia diretamente as transações comerciais e financeiras internacionais.

Leia mais: Negócios no exterior: Conheça soluções de câmbio para importação e exportação 

Taxa de câmbio real

A taxa de câmbio real ajusta a taxa de câmbio nominal para refletir as diferenças de inflação entre dois países. Ela é usada para medir a competitividade de um país no comércio internacional, pois uma taxa de câmbio real depreciada pode tornar as exportações mais competitivas, enquanto uma taxa valorizada pode prejudicá-las. 

A taxa real é uma ferramenta importante para avaliar desequilíbrios no comércio internacional.

Taxa de juros

A taxa de juros é o custo do dinheiro emprestado, expresso como uma porcentagem do montante total. Ela é estabelecida por instituições financeiras e pelo banco central, dependendo do contexto. As taxas de juros influenciam o nível de consumo, investimentos e poupança em uma economia. 

Um aumento da taxa de juros tende a frear a inflação, mas também pode reduzir o crescimento econômico, enquanto uma redução das taxas pode estimular o consumo, mas aumentar a inflação.

Termos de troca

Os termos de troca referem-se à relação entre os preços de exportação de um país em relação aos seus preços de importação. Um aumento nos termos de troca ocorre quando o preço das exportações sobe em relação às importações, tornando o país mais competitivo globalmente. Por outro lado, uma queda nos termos de troca pode indicar que o país está gastando mais em importações do que ganhando com suas exportações.

Volatilidade cambial

A volatilidade cambial mede a variação no valor de uma moeda em relação a outras ao longo do tempo. Uma alta volatilidade indica que a moeda sofre grandes oscilações em um curto período, o que pode gerar incertezas para empresas e investidores que realizam transações internacionais. 

Diversos fatores, como crises políticas, desequilíbrios econômicos e intervenções governamentais, podem aumentar a volatilidade cambial.

Leia mais: Empresas precisam se proteger da volatilidade cambial

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Fonte: InfoMoney

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