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Como o Nobel de Economia 2024 explica as diferenças de prosperidade entre nações

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


O prêmio Nobel de Economia de 2024 foi concedido aos economistas turco-americano Daron Acemoglu e aos britânicos Simon Johnson e James A. Robinson por seus estudos inovadores sobre as desigualdades eco globais.

O trio, cujos trabalhos têm investigado as disparidades entre nações ao longo dos séculos, propôs uma teoria fundamentada em instituições e na colonização para explicar por que alguns países se tornaram prósperos enquanto outros permanecem em situação de precariedade e pobreza.

Anunciado pela Academia Real de Ciências da Suécia, o prêmio deste ano destaca a importância da compreensão institucional na economia e na política para entender questões sociais básicas. Saiba mais sobre a pesquisa e o histórico da premiação.

Quem são os ganhadores do Nobel de Economia de 2024

Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson têm carreiras acadêmicas e publicações respeitadas nas áreas de economia e ciência política. Acemoglu e Johnson são professores no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), enquanto Robinson atua na Universidade de Chicago.

Reconhecidos por suas contribuições no livro “Por que as Nações Fracassam”, publicado em 2012, eles investigaram as raízes do desnível econômico no mundo e destacaram como as instituições moldam o sucesso monetário e social. A obra, que se tornou best-seller do The New York Times e do Wall Street Journal, trouxe uma nova perspectiva para se pensar o que determina o êxito ou fracasso econômico de um país.

O livro ganhou relevância na academia porque se afasta de explicações consideradas “deterministas”, ou seja, referem-se à ideia de que certos fatores fixos, como clima ou acesso a recursos naturais, para explicar o desenvolvimento das nações. Teorias mais tradicionais atribuíam o sucesso econômico a fatores geográficos, por exemplo, como acesso a recursos naturais e condições climáticas que favorecem a agricultura.

A tese dos cientistas ressalta que os países bem-sucedidos são aqueles que construíram instituições “inclusivas” que criam um ciclo virtuoso e os colocam em um caminho de prosperidade a longo prazo.

Entenda a diferença pontuada pela pesquisa

  • Instituições e desenvolvimento econômico: Acemoglu, Johnson e Robinson mostram como as instituições estabelecidas na colonização influenciaram o desenvolvimento das nações. Colônias com instituições que buscavam apenas exploração de recursos acabaram prejudicadas em seu crescimento econômico, enquanto aquelas com instituições focadas em assentamento e construção social promoveram maior prosperidade.
  • Modelos de instituições coloniais: os pesquisadores destacam dois modelos: as “instituições extrativistas,” que beneficiavam apenas as elites colonizadoras e inibiam o desenvolvimento, e as “instituições inclusivas,” que incentivavam infraestrutura, participação cidadã e crescimento de longo prazo.
  • Reversão de riqueza: ao longo do tempo, colônias extrativistas, antes ricas em recursos, tornaram-se economicamente frágeis, enquanto colônias de assentamento, como na América do Norte, prosperaram. Esses achados mostram que as instituições inclusivas ainda favorecem a prosperidade, enquanto as extrativistas perpetuam desigualdades.

Prêmios anteriores

O Nobel de Economia costuma ser concedido a economistas que contribuem para o entendimento de questões complexas da sociedade. Nos últimos anos, outros temas também foram reconhecidos pela relevância socioeconômica:

  • 2023: Claudia Goldin foi laureada pelos estudos sobre mulheres no mercado de trabalho e as desigualdades de gênero.
  • 2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig receberam o prêmio por suas pesquisas sobre a importância dos bancos e as interações com as crises financeiras.
  • 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram reconhecidos por seus estudos sobre salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho.
  • 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson foram premiados pela melhoria da teoria dos leilões e por inventarem novos formatos de leilões que ajudam a alocar recursos de forma mais eficiente em mercados complexos, como os de frequências de rádio e energia.
  • 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer venceram por suas pesquisas no combate à pobreza global.

Saiba mais sobre a história do Prêmio

Concedido desde 1901, o prêmio Nobel foi criado a partir da fortuna deixada por Alfred Nobel, químico e inventor sueco que criou a dinamite. Inicialmente, eram cinco categorias: paz, literatura, química, física e medicina. A de economia foi lançada depois, em 1969, e, até a edição do ano passado, havia premiado 92 pessoas.

O prêmio em dinheiro, além de uma medalha de ouro e um diploma, são entregues aos vencedores pelo rei da Suécia no dia 10 de dezembro – aniversário da morte de Alfred Nobel, em 1896.

Leia mais: Conheça as mulheres que ganharam um Nobel de Economia

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Fonte: G1 | OGlobo

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