Operações financeiras

Imposto sobre tesouro direto: veja como funciona a tributação

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


Investir em Tesouro Direto é uma das formas mais acessíveis, seguras e populares de aplicar dinheiro no Brasil. Seja para quem está começando a investir ou para quem busca uma alternativa de baixo risco, os títulos públicos federais são uma escolha inteligente. No entanto, para tirar o máximo proveito desse investimento, é essencial entender como funciona a tributação do Tesouro Direto.

Neste artigo, você vai entender qual imposto incide sobre o Tesouro Direto, como eles são cobrados, qual o impacto no seu rendimento final e o que considerar na hora de escolher entre os diferentes tipos de títulos públicos.

Qual imposto incide sobre o Tesouro Direto?

Dois impostos principais incidem sobre o Tesouro Direto:

  1. Imposto de Renda (IR)
  2. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – apenas em resgates com menos de 30 dias

1. Imposto de Renda

O Imposto de Renda é o principal tributo cobrado sobre os rendimentos do Tesouro Direto. Ele é retido automaticamente na fonte no momento do resgate ou no vencimento do título, ou seja, o investidor não precisa gerar DARF ou pagar manualmente.

Tabela regressiva do IR para Tesouro Direto:

Prazo de aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20,0%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

Importante: o IR incide somente sobre os rendimentos, ou seja, sobre o lucro obtido, e não sobre o valor total investido.

Exemplo prático:

Você investe R$ 5.000 no Tesouro Selic e, após dois anos, resgata R$ 5.500.
O rendimento foi de R$ 500. Como o investimento passou de 720 dias, a alíquota será de 15%.
Logo, o IR será:
R$ 500 × 15% = R$ 75 de imposto retido na fonte.


2. IOF – Imposto sobre Operações Financeiras

O IOF só é cobrado se o resgate for feito antes de 30 dias da data da aplicação. A alíquota é regressiva, começando em 96% no primeiro dia e caindo até chegar a 0% no 30º dia.

Após 30 dias de aplicação, não há cobrança de IOF.

Esse imposto visa desestimular movimentações de curtíssimo prazo em investimentos que deveriam ser de prazo maior.

Quais tipos de Tesouro Direto existem — e isso muda a tributação?

A tributação do IR e do IOF é igual para todos os tipos de títulos do Tesouro Direto. O que muda é a forma como cada título gera rendimento:

  • Tesouro Selic (LFT): indicado para liquidez e menor volatilidade
  • Tesouro Prefixado (LTN): rende uma taxa fixa definida no momento da compra
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B): oferece proteção contra a inflação + taxa de juros real

Apesar das diferenças na rentabilidade e nos prazos, todos eles são tributados da mesma maneira, conforme a tabela regressiva do Imposto de Renda.

Dica: fique atento ao prazo de resgate

Como o IR é menor em aplicações de longo prazo, vale a pena manter o investimento por pelo menos 2 anos (acima de 720 dias), para pagar a menor alíquota possível (15%).

Além disso, evite resgates em menos de 30 dias, pois o IOF pode corroer boa parte do seu rendimento.

Como é feito o recolhimento desses impostos?

A tributação do Tesouro Direto é bastante prática:

  • O IR e o IOF são retidos automaticamente na fonte pela corretora ou banco, no momento do resgate ou vencimento do título.
  • O investidor recebe o valor líquido (já descontado dos impostos) na conta vinculada à aplicação.

Esses valores constam no informe de rendimentos anual, que pode ser usado na sua declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

Entender como funciona a tributação do Tesouro Direto é fundamental para tomar decisões mais estratégicas e evitar surpresas na hora do resgate. Apesar da cobrança do Imposto de Renda, os títulos públicos continuam sendo uma opção segura, previsível e acessível — especialmente para quem pensa no médio e longo prazo.

Com planejamento, o investidor consegue otimizar seus ganhos, respeitando o prazo ideal de aplicação e contando com a facilidade da tributação automática.

Leia mais: Como a taxa de câmbio pode impactar seus investimentos?

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