Operações financeiras

Projeto Piloto do Drex passará por uma segunda fase de testes

01 jul 2026 · 7 min de leitura


OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Banco Travelex · 01 jul 2026 · 7 min de leitura


O Drex, moeda digital (em inglês, Central Bank Digital Currency – CBDC) do real, não será uma realidade concreta para as instituições financeiras e para a população pelo menos até 2025. Isso porque o Banco Central do Brasil (BC) anunciou, de maneira oficial, nesta quarta-feira (22) que a ferramenta entrará em uma segunda fase de testes, o que adia o lançamento tão aguardado da plataforma para o próximo ano.

A expectativa dentro do setor financeiro brasileiro era de que a moeda digital entrasse oficialmente em cena ainda em 2024, mas a instituição decidiu revisar as diretrizes do Projeto Piloto a fim de permitir o avanço de sua infraestrutura em uma segunda fase de testes. A decisão tem como objetivo integrar novas funcionalidades e realizar novas avaliações, promovendo assim a evolução e a maturação da plataforma. 

De acordo com o BC, a decisão para o adiamento do lançamento da plataforma se deve ao fato de que “as soluções tecnológicas de privacidade testadas até o presente estágio do Piloto não apresentaram a maturidade necessária para que se possa garantir o atendimento de todos os requisitos jurídicos relacionados à preservação da privacidade dos cidadãos, apesar de terem evoluído ao longo do tempo”. 

Uma segunda fase de testes

De acordo com o Banco Central, nesta nova fase de testes, a infraestrutura criada para o Projeto Piloto com Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) passará a testar a implementação de “smart contracts” criados e geridos por terceiros que participarão da plataforma.

As instituições que integrarem a plataforma poderão criar e gerenciar serviços próprios e novos modelos de negócios e, dessa forma, não estarão mais se limitando a serviços criados única e exclusivamente pelo BC.

O BC comunicou também que nessa segunda etapa de testes serão incluídos não regulados pela própria instituição e, para isso, haverá necessidade de se assegurar a participação ativa de outros reguladores na plataforma Drex, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que já acompanha a evolução da moeda digital do Brasil.

Ao longo do terceiro trimestre de 2024, o BC receberá novas propostas de candidatura de instituições interessadas em participar do Piloto Drex. As entidades que forem selecionadas deverão testar a implementação de smart contrats até o fim do primeiro semestre de 2025. 

O Drex representa uma modernização nas operações financeiras, que poderão ser realizadas com mais segurança e privacidade, mais digitalização, proporcionando uma tokenização da economia brasileira.

Apontada como uma das principais tendências para o futuro do sistema bancário brasileiro, a plataforma possui tecnologia blockchain, o que quer dizer que essa modalidade de moeda digital utiliza uma série de códigos armazenados em diferentes computadores que garantirá a posse do dono em sua carteira. Outra informação importante é que esse novo recurso existirá com paridade ao sistema que conhecemos: cada real digital terá o mesmo valor de um real físico.

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